Congresso do Peru dará início ao processo de renúncia de Kuczynski.

Presidente teria recebido propina da empreiteira brasileira Odebrecht. O Congresso do Peru concordou nesta quarta-feira (21) em iniciar processo formal de renúncia do presidente Pedro Pablo Kuczynski após o escândalo envolvendo compra de votos. A informação foi divulgada pelo chefe do parlamento. "O Peru está acima de tudo e devemos avançar com o processo de renúncia do presidente", disse o presidente do Congresso, Luis Galarreta, em entrevista coletiva. Galarreta informou que o vice-presidente e atual embaixador do Peru no Canadá, Martin Vizcarra, assumirá o cargo de chefe de Estado na sexta-feira, conforme estabelecido pela constituição política do país. O presidente peruano, que está no poder há um ano e sete meses, anunciou a renúncia após uma reunião do Conselho de Ministros, em meio à crise provocada por uma suposta compra de votos em troca de obras e cargos, com o objetivo de barrar um pedido de impeachment no Congresso.

Pedro Pablo Kuczynski foi acusado, assim como boa parte dos políticos de destaque do Peru, de receber propina da empreiteira brasileira Odebrecht em troca de favorecimentos em licitações para a assinatura de contratos no país. De acordo com Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, entre 2005 e 2014, cerca de 29 milhões de dólares teriam sido destinados às autoridades e políticos peruanos como parte desse esquema.
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