Bonecas sexuais que falam, tocam música e ainda lavam louça são as preferidas na solidão.

China – As bonecas sexuais da “nova geração” falam, tocam música e colocam para funcionar uma lava-louças se for pedido. Na China, com muito mais homens do que mulheres, uma empresa oferece mulheres feitas de silicone para solteiros e idosos que sofrem de solidão. Os corpos nus das bonecas estão alinhados na oficina da empresa especializada Exdoll, localizada na cidade portuária de Dalian. Sentado entre duas bonecas – uma com minissaia e outra com uniforme de aluna japonesa -, Wu está convencido de que a empresa para a qual trabalha pode resolver alguns problemas sociais. As bonecas inteligentes “podem manter conversas profundas e ajudar com as tarefas domésticas. No futuro, inclusive, poderão prestar assistência médica”, afirma. Xiaodie está equipada com uma função Wi-Fi similar ao sistema Siri dos iPhones. Pode navegar pela Internet, ser controlada via smartphone e responder às ordens vocais. A moça virtual, que custa 25 mil iuanes (3.200 euros, 4.000 dólares), também liga e desliga eletrodomésticos conectados, como as lava-louças.
‘Mais excitante’
A empresa, que emprega 120 pessoas, começou a desenvolver as bonecas-robôs em 2016 e sairão à venda nos próximos meses. A cada mês o grupo também fabrica cerca de 400 bonecas “tradicionais” sob medida. Os clientes podem escolher a altura, o tamanho dos seios, a quantidade de pelo púbico, a cor da pele, dos olhos e do cabelo. A China fabrica mais de 80% dos brinquedos sexuais produzidos no mundo. O setor emprega um milhão de pessoas no país e representa 6,6 bilhões de dólares em volume de negócio. O curioso é que estas bonecas-robôs não desagradam os defensores chineses dos direitos das mulheres.
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