Coreias aceitam restabelecer sua linha telefônica militar direta.

Encontro entre os dois países ocorreu onde foi assinado o cessar-fogo da guerra
Coreia do Norte e Coreia do Sul iniciaram nesta terça-feira suas primeiras conversações em mais de dois anos, informou o ministério sul-coreano da Unificação. O encontro ocorre na localidade fronteiriça de Panmunjom, situada na zona desmilitarizada que divide a península, e começou às 10H00 local (23H00 Brasília de segunda), com uma declaração do líder da delegação de Seul. Os dois países acertaram nesta terça-feira restaurar sua linha telefônica militar, anunciou um ministro sul-coreano poucos dias depois da reabertura de uma linha civil. A Coreia do Norte indicou durante as primeiras conversações entre os dois países em mais de dois anos que a linha militar instalada na parte ocidental da fronteira está de novo operacional, informou o vice-ministro sul-coreano da Unificação, Chun Hae-Sung, falando em Seul "Nosso lado decidiu começar a utilizar a linha tefefônica militar a partir de amanhã, às 08h00", afirmou. A delegação sul-coreana chegou em comboio a Panmunjom, o mesmo local onde se firmou o cessar-fogo da guerra da Coreia (1950-1953). Em um dos postos de controle que levam à zona desmilitarizada, um grupo de manifestantes exibiu um cartaz desejando sorte aos negociadores. Pouco antes do início da reunião, o ministro da Unificação, Cho Myung-Gyun, afirmou que as duas partes se concentrarão na participação do Norte nos Jogos de Inverno de Pyeongchang, mas que a agenda prevê outros temas. "Hoje abordaremos a participação da Coreia do Norte nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de Pyeongchang, e também a questão da melhoria das relações intercoreanas", disse Cho, que lidera a delegação sul-coreana. A Coreia do Sul também tentará discutir sobre a retomada dos reencontros das famílias separadas nas conversações intercoreanas desta semana. "Nós nos prepararemos para conversar sobre a questão das famílias separadas e sobre a forma de reduzir as tensões militares", afirmou à imprensa o ministro Cho Myoung-Gyon.
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