Agora amigo da Fifa, Maradona reencontra Pelé na Rússia.

Ele será um dos assistentes do sorteio dos grupos da Copa
Agora amigo da Fifa, Maradona reencontra Pelé na Rússia
Diego Maradona, 57, foi convidado para passar uma tarde com o rei Abudallah II bin Al-Hussein, da Jordânia. Havia a promessa de comida, bebida e passeio de helicóptero pela capital, Aman. O argentino foi, mas ao chegar na frente do palácio, mudou de ideia, sem dar explicações. "Vou embora." E foi. Deixou o rei esperando. O histórico camisa 10 argentino gosta de desafiar autoridades. Se estas forem da Fifa, melhor ainda. Referia-se ao ex-presidente João Havelange apenas como "aquele jogador de polo aquático". Chamou Joseph Blatter de "corrupto". "Tenho problemas com quem está no poder", reconheceu. Agora o irascível, desbocado e rebelde Maradona virou grande amigo de Gianni Infantino, 47, eleito presidente da Fifa em fevereiro de 2016. Ele será um dos assistentes do sorteio dos grupos da Copa. Pelé também estará no evento como convidado. Na atual administração da Fifa, ao contrário das anteriores, o argentino é mais próximo do poder do que o seu rival pelo aposto de "melhor de todos os tempos". Em 2000, o brasileiro e o argentino estiveram juntos na cerimônia de escolha de melhor jogador do século XX da Fifa. A eleição seria realizada pela internet. Como Diego ganhava com folgas, foi feita uma segunda escolha, com especialistas. Pelé venceu e Maradona ficou em terceiro, atrás do argentino Di Stéfano. Ao perceber o que tinha acontecido, foi embora enquanto o brasileiro era chamado ao palco.A última vez que os dois apareceram juntos em sorteio de grupos foi no Mundial de 2006, na Alemanha. Eram convidados de honra da organização. Em dezembro de 2009, Pelé esteve na África do Sul para definição das chaves da Copa-2010. Maradona era técnico da seleção argentina mas, suspenso, não foi.
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