Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Cedecondh defende oportunidades de trabalho aos imigrantes /   Imigrantes também criticam o preconceito e os excessos da fiscalização aos ambulantes. 
Situação dos imigrantes, refugiados e apátridas no município de Porto Alegre e a constituição de alternativas laborais. Na foto, Omar Diongue, Associação dos Senegaleses de POA.
O trabalho e a situação dos imigrantes, refugiados e apátridas no município de Porto Alegre foram temas debatidos na reunião da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal de Porto Alegre, realizada nesta terça-feira (21/11). A pauta, sugerida pela vereadora Reginete Bispo (PT), foi acolhida pelo presidente da Comissão, vereador Cassiá Carpes (PP), com o objetivo de encaminhar às instâncias governamentais sugestões cabíveis para atendimento das demandas dos cidadãos imigrantes no Município. Representantes de haitianos, senegaleses e outras nacionalidades, entidades representativas e a vereadora Reginete Bispo criticaram os entraves relacionados ao comércio ambulante na cidade, a falta de oportunidades no mercado de trabalho formal e o preconceito com os cidadãos imigrantes. Eles lamentaram a "abordagem da fiscalização", as exigências para resgate de material recolhido e a violência contra imigrantes em diferentes situações. O presidente da Associação dos Senegaleses de Porto Alegre, Omar Diongue, destacou que já houve avanços no relacionamento com a sociedade e os governos, mas salientou a necessidade de facilitar o acesso às oportunidades de trabalho e as liberações para o comércio ambulante. Ele explicou que os produtos comercializados pelos imigrantes são os mesmos vendidos pelos ambulantes brasileiros e ressaltou que muitos artigos são comprados em lojas de atacado da Cidade ou de São Paulo, "Mas o tratamento da fiscalização é diferenciado para com o imigrante".
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