Anthony Garotinho e Rosinha, presos nesta quarta-feira,no Rio de Janeiro.

Casal Garotinho foi preso nesta quarta-feira no Rio de Janeiro | Foto: Rafael Andrade / Folhapress / CP
A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio identificaram "elementos" que apontam que o grupo JBS firmou contrato fraudulento com uma empresa sediada em Macaé (RJ) para prestação de serviços na área de informática. O contrato de cerca de R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de recursos, via caixa 2, para campanhas eleitorais dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha, presos nesta quarta-feira. O montante sobre o contrato que teria sido repassado a Garotinho foi de R$ 2,6 milhões. Também foi preso, por ordem do juiz eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glauceni Silva de Oliveira, um ex-secretário municipal do governo Rosinha, Suledil Bernardino, na prefeitura de Campos. Os investigadores suspeitam que os serviços previstos no contrato "não eram efetivamente prestados". Um dos delatores da JBS, o executivo Ricardo Saud, disse, em depoimento prestado em agosto, que o valor final repassado a Garotinho sobre aquele contrato ficou em R$ 2,6 milhões. A PF atribui ao casal de ex-governadores os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Garotinho foi preso em seu apartamento na praia do Flamengo. Rosinha foi presa em Campos. Ele deverá ser transferido para a cadeia de Benfica, ma zona norte da capital, onde já estão detidos, entre outros, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e os deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos peemedebistas. Defesa "O ex-governador Anthony Garotinho atribui a operação de hoje a mais um capítulo da perseguição que vem sofrendo desde que denunciou o esquema do governo Cabral na Assembleia Legislativa e as irregularidades praticadas pelo desembargador Luiz Zveiter", diz nota da político preso nesta manhã.
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