Diminui apoio ao governo Gaúcho,na Assembleia Legislativa no RS.

Prestes a entrar no último ano, e com a pretensão de reeleição do governador José Ivo Sartori (PMDB), o governo gaúcho tem uma série de projetos dependendo de aprovação na Assembleia. Além disso, pretende enviar nas próximas semanas novas propostas polêmicas ao Legislativo, como o detalhamento da adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e propostas de emendas constitucionais (PECs) para a venda de estatais.
Diminui apoio ao governo na Assembleia Legislativa | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória
O problema é que o governo perdeu “peso” no Parlamento e enfrenta dificuldades para encaminhar suas propostas entre os próprios aliados. O primeiro obstáculo é numérico: a base hoje, composta por seis partidos, PMDB, PP, PSDB, PSB, PSD e PPS, tem 24 parlamentares. O número é insuficiente para garantir a aprovação de projetos, e está longe do necessário para as PECs, que precisam da concordância de 33 dos 55 deputados, em dois turnos. Nos bons tempos, o governo chegou a garantir 36 dos 55 votos: além dos inicialmente oito do PDT, colaborações ocasionais do PTB e de bancadas independentes de deputado único. O PDT, hoje com sete deputados, deixou a base em abril. Com a mudança, o governo passou a depender das bancadas independentes, sendo as do PDT e PTB (cinco deputados) as maiores.
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