Negócios pesaram mais do que a fama de Edílson em fraude, diz MPF.

A atuação do ex-jogador da seleção brasileira Edílson da Silva Ferreira, conhecido como Edílson Capetinha, em um esquema de fraudar pagamentos de prêmios de loterias, se dava mais por suas transações bancárias do que pela fama que construiu quando era atleta. A constatação foi feita pelo procurador da República Hélio Telho, do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), que assinou denúncia contra ele e mais dez pessoas suspeitas de integrar a quadrilha que agia em vários estados do país.  Segundo o documento, divulgado na terça-feira (24), Edílson não tinha uma função de chefia, mas sim de aliciar gerentes da Caixa Econômica Federal (CEF) para participação no ato criminoso.
Ex-jogador Edílson presta depoimento na sede da Polícia Federal, em Goiânia, Goiás (Foto: Vanessa Martins/G1)
"Acho que o fato dele ter um relacionamento de negócios com o banco facilitou para ele se tonar um aliciador em potencial. Ele não depositava um salário mínimo. A movimentação chamava atenção, tinha aplicações e renda. Se o gerente não topasse, era um risco. O fato dele ser jogador e conhecido não foi decisivo", disse o procurador.
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